CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE NEOPLASIAS NA POPULAÇÃO IDOSA NOTIFICADAS NO BRASIL 2019 E 2023
DOI:
https://doi.org/10.56161/redca.v1i1.6Palavras-chave:
Câncer, Pessoa Idosa, Epidemiologia, DiagnósticoResumo
O presente estudo teve por objetivo investigar o perfil clínico-epidemiológico da população idosa com neoplasia no Brasil, 2019 à 2023. Trata-se de um estudo epidemiológico transversal, descritivo e quali-quantitativo através da base os dados disponibilizados pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DATASUS). A população do estudo foi composta por todos os casos de pessoas idosas diagnosticadas com Neoplasia ocorridas no Brasil. O presente estudo compreende uma amostra de 1.939.938 Internações e uma taxa de mortalidade de (11,82/100.000 habitantes), sendo a faixa de etária de 60 a 69 anos com maior número de internações 1.000.266 (22.75%), além disso pessoas acima de 60 anos representam 44.13% do número de internações quando comparada com pessoas de 0 a 59 anos. Dentre as Regiões, a Região do Sudeste apresentou os maiores índices de Internações 901.244 (46.45%), contudo a região Norte apresentou a maior taxa de mortalidade (2,47). As maiores taxas de internações foram registradas nos anos de 2023 (455.412), 2022 (414.572) e 2019 (378.561). Contudo, as maiores taxas mortalidade foram 2020. 12,56 e 2021 de 12,36. Em relação ao gênero, o sexo masculino foi o mais acometido com 1.017.378 (52.44%) internações no Brasil. Os achados indicam que a prevalência de câncer entre idosos varia conforme o sexo, principais tipos de câncer, nas regiões do país e no aumento das internações nos últimos anos. É fundamental realizar estudos de base populacional para melhor dimensionar e qualificar o processo de rastreamento de câncer em idosos, avaliando suas possíveis repercussões na saúde pública.
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