PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA AIDS NO BRASIL (2020–2024): ANÁLISE DOS CASOS SEGUNDO A CATEGORIA DE EXPOSIÇÃO HIERÁRQUICA
DOI:
https://doi.org/10.56161/reac.v2i1.47Palavras-chave:
Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, Epidemiologia, Brasil, Sistemas de Informação em Saúde, Fatores de RiscoResumo
Objetivos: Caracterizar o perfil epidemiológico da síndrome da imunodeficiência adquirida no Brasil segundo a categoria de exposição hierárquica no período de 2020 a 2024. Métodos: Estudo ecológico, descritivo, documental e retrospectivo, de abordagem quantitativa, realizado com dados secundários provenientes do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde. Foram analisadas as variáveis categoria de exposição hierárquica, sexo, faixa etária, raça ou cor, escolaridade, região geográfica e ano de diagnóstico. Os dados foram organizados e analisados por meio de estatística descritiva, utilizando frequências absolutas e relativas. Resultados: Observou-se predominância da transmissão por via sexual, com maior concentração de casos entre homens, pessoas negras e pardas, indivíduos com menor escolaridade e residentes nas regiões Sudeste e Nordeste. A distribuição dos casos manteve padrão semelhante ao longo do período analisado, evidenciando a persistência de desigualdades sociodemográficas e regionais relacionadas à ocorrência da doença. Conclusões: O perfil epidemiológico da síndrome da imunodeficiência adquirida no Brasil permanece marcado pela predominância da transmissão sexual e por importantes desigualdades sociais e regionais. Os achados reforçam a necessidade de fortalecer ações de prevenção, diagnóstico oportuno, educação em saúde e acesso aos serviços de assistência, contribuindo para o planejamento de políticas públicas voltadas aos grupos mais vulneráveis.
Referências
Aguiar, T. S., et al. (2021). Perfil epidemiológico de HIV/AIDS no Brasil com base nos dados provenientes do DataSUS no ano de 2021. Research, Society and Development, 11(3), e4311326402.
Araújo, D. A. M., Vieira Júnior, D. N., Nascimento, J. M. F., Carvalho, J. A. R., Brito, V. R. R., & Sousa, L. R. M. (2021). Análise do perfil epidemiológico do número de casos de AIDS no Brasil nos últimos 10 anos. Saúde Coletiva, 11(65), 6054–6065. http://www.revistas.mpmcomunicacao.com.br/index.php/saudecoletiva/article/view/1590/1833
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. (2021). Boletim epidemiológico HIV/Aids 2021. Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hiv-aids/boletins-epidemiologicos
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. (2022). Boletim epidemiológico HIV/Aids 2022. Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hiv-aids/boletins-epidemiologicos
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. (2023). Boletim epidemiológico HIV/Aids 2023. Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hiv-aids/boletins-epidemiologicos
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. (2024). Boletim epidemiológico HIV/Aids 2024. Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hiv-aids/boletins-epidemiologicos
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. (2025). Boletim epidemiológico HIV/Aids 2025. Ministério da Saúde. https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hiv-aids/boletins-epidemiologicos
Brito, E. S., Teixeira, M. A., Martins, R. S., Pinheiro, B. H. G., Rocha, A. C. M., Oliveira, C. N., et al. (2025). Prevalência de HIV e fatores associados à positividade entre pessoas negras na atenção primária em Porto Alegre, Brasil, 2020–2022: um estudo transversal. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 34(1), e20240014.
Cardoso, B. C. R., et al. (2017). O conhecimento dos jovens universitários sobre a prevenção de HIV/AIDS e outras DSTs. Brazilian Journal of Surgery and Clinical Research, 20(2), 80–83.
Dias, J., et al. (2020). Principais sintomas e alterações imunológicas decorrentes da infecção pelo vírus HIV: uma revisão bibliográfica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, (Supl. 40).
Duarte, L. C. (2018). A AIDS tem um rosto de mulher: discursos sobre o corpo e a feminização da epidemia [Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio Grande do Sul].
Fonseca, M. G., et al. (2000). AIDS e grau de escolaridade no Brasil: evolução temporal de 1986 a 1996. Cadernos de Saúde Pública, 16(Supl. 1), 77–88.
Grangeiro, A., Escuder, M. M. L., & Castilho, E. A. (2015). A epidemia de AIDS no Brasil e as desigualdades regionais e sociais. Revista de Saúde Pública, 49, 1–10.
Lopes, A. O. L., et al. (2019). Aspectos epidemiológicos e clínicos de pacientes infectados por HIV. Brazilian Journal of Clinical Analysis, 51(4), 296–299.
Marques, M. C. C. (2002). Saúde e poder: a emergência política da AIDS/HIV no Brasil. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, 9, 41–65.
Soares, F. N. S. (2014). Perfil epidemiológico e sociodemográfico dos pacientes vivendo com HIV/AIDS cadastrados no município de Vitória da Conquista/BA. Revista Saúde.com, 10(1), 54–63. https://periodicos2.uesb.br/index.php/rsc/article/view/282
Teixeira, L. G., et al. (2022). O perfil epidemiológico da AIDS no Brasil. Brazilian Journal of Health Review, 5(2), 43504–43515.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Brasileira de Atualizações em Ciências e Saúde (REAC)

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.